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domingo, 20 de maio de 2012

Que lua.

Um dia senti prazer
Outro dia senti nojo
Outro dia senti dor

Em outro não senti nada
Passei debaixo da escada
Observei a lua cheia

Degustando um copo dágua
Como jogando xadrex
Na tua colcha de retalhos

Fumando cigarro de palha
Usando chapéu de fina malha
Como se fosse um zé pilantra
Observando que peça jogar

Deixei de contar o que queria te contar
Por em tuas palavras a ti mesmo te enganar
Deixar-se fascinar pela negação sumária
Do amor tolo que não sabe nem falar

Conheço teu choro falho
E também tua fala fácil
Falaciosa sem querer
Sempre com alhos e bugalhos
E de repente mil desmaios

Os sábios entregas os dedos nos ouvidos
Os olhares baixos com medo do vazio
Ou o olhar fixo que suspira um assobio


Eu sei que tu tens, por mil desmaios
Em tuas mangas cicatrizes, divino ensaio
Que se joga ao chão como mar revoltoso

Confesso que nunca pude achar
Tudo aquilo que quisestes me mostrar
Demonstrando quanto é turvo o teu querer

Há tanto tempo que jogamos
Há tanto tempo que dançamos
Nossa dança de um corpo só

Na minha matemática não tem nó
Na soma não há dificuldade
Eu mais você formamos um só
E na teoria musical só tenho dó
De te ver querendo ser só

Infelizmente sinto que sozinho
Não posso desabar a casa que você deixou
Pra demolir, mas ainda fica a ver navios
Esperando que caia sozinha

Construir casa nova não dá
Se você, em mim não confiar
E nas palavras, deixar pra lá
Todo esse blá blá blá

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